Acho que todo designer já passou isso, conhecer alguém, e esse alguém lhe pedir carinhosamente: “Faz um loginho pra mim? Uma coisinha simples, que não dê trabalho pra você”. Resta entrar naquele dilema, fazer o trabalho ou perder o amigo? Claro, estou sento trágico demais, mas isso mostra como algumas pessoas acham que criar uma marca é algo muito simples, que se soubesse usar os programas faria elas mesmas, e nunca pagar um absurdo para uma agência fazer isso.

Comecei esse assunto porque vi um folheto interessante da Arizona sobre criação de marca, que mostra de uma forma irreverente e engraçada o trabalho que se tem na tentativa de criar uma boa marca para a empresa.

Etapas para a criação de uma marca:

  1. Ler 795 páginas de um livro sobre design. Em norueguês.
  2. Desenvolver um manual de aplicação completo, com a finalidade de ser esquecido dentro de uma gaveta.
  3. Fazer mais opções ao perceber que a escolhida não dá leitura em fundos ocres, mesmo explicando que provavelmente nunca vai haver um fundo ocre.
  4. Procurar referências em uma lista de livros, que se multiplica por meio de geração espontânea.
  5. Fazer 412 opções, para uma ser escolhida, que vida de regra vai ser a 413°.
  6. Gastar tubos de dinheiro para uma pessoa pesquisar se ela já existe.
  7. Semanas tentando achar uma tipologia moderna, adequada e nunca utilizada antes.
  8. Lançar, divulgar e criar admiração em torno dela, sem estourar o orçamento equivalente a um vale-transporte e um tíquete alimentação.
Depois, vêm alguém me falar dos plagiadores, recém formados em publicidade, munidos de um basic-knowledge em “Coréu Dráu” que sai por ae criando borrões a R$DuzenRréau. ;] Tem gente que merece né? Ha público pra R$10 e pra R$10.000.00.

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